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Em São Paulo, ministro defende investimento para combater aos crimes financeiros e violentos do país

publicado: 05/07/2019 18h09, última modificação: 05/07/2019 18h09
Sergio Moro apresentou em palestra as ações prioritárias do ministério e resultados dos primeiros seis meses de gestão

Brasília, 05/07/2019 - Convidado a proferir a palestra de abertura do Expert XP 2019, nesta sexta-feira (5), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, discorreu sobre o tema “A importância do combate à criminalidade e a corrupção para o crescimento econômico”. Moro destacou as ações e iniciativas do Ministério, nos primeiros seis meses de gestão, como contraposição às questões relativas às crises econômica e de segurança pública do país, com lastro em crimes financeiros e de violência.

De acordo com ministro Moro, o governo federal tem feito investimentos para o aprimoramento contínuo da segurança pública. Entre as medidas prioritárias, está a adoção de políticas estruturantes para reforçar a atuação das forças policiais. Além da contratação de mais mil novos integrantes para as corporações da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, para atuação nas fronteiras, Moro ressaltou os projetos conduzidos junto à Pasta para o enfrentamento das áreas críticas de segurança delimitadas pelo crime organizado, pela corrupção e pela criminalidade violenta.

“Estamos cuidando de problemas antigos, a partir de um planejamento estratégico, além de ações pontuais, como a criação de escritórios integrados nas fronteiras, envolvendo todas as forças encarregadas da aplicação da lei. No segundo semestre, lançaremos um projeto-piloto, em Foz do Iguaçu (PR), inspirado na experiência norte-americana. Representantes da PF, PRF, Receita Federal, policiais locais, agentes de ligação com outros países, das forças armadas, todos trabalharão no mesmo local, para que possam compartilhar informações e atuar com inteligência, integrando as operações”, declarou.

Sobre a criminalização do uso de caixa dois, também incluído no Pacote Anticrime que tramita no Congresso Nacional, o ministro disse “existir uma zona cinzenta”, mas que a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o tema é bastante clara, referindo-se ao encaminhamento dos processos para a Justiça Eleitoral. “O problema é que a lei vigente em 2015 permitia doações corporativas sem que houvesse apropriados limites. Foi o que a gente viu na (operação) Lava Jato. A empresa conseguia um contrato milionário com a Petrobrás e, no dia seguinte, estava fazendo doação de campanha”.

Ao abordar as questões sobre corrupção, Moro disse que a prática é nociva à sociedade e, ressaltando o trabalho feito junto à Operação Lava Jato, rechaçou que seu combate favoreça problemas de ordem econômica, uma vez que a investigação apenas revelou um esquema pré-existente. “A corrupção na engrenagem pública é areia. Ela impede o bom desenvolvimento da economia, afeta o custo de investimento, porque os pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos acabam transferidos para os preços dos contratos públicos”, afirmou.