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Secretária Nacional de Justiça visita Fábrica Social

publicado: 01/08/2019 18h32, última modificação: 26/08/2019 12h34
Projeto do governo do Distrito Federal visa capacitar pessoas em situação de vulnerabilidade social para o mercado de trabalho
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 Brasília – 01/08/2019 - A Secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj Pinto, visitou nesta quinta-feira (1º) a sede da Fábrica Social, iniciativa do governo do Distrito Federal, criada em 2013. Coordenada pela  Subsecretaria de Integração de Ações Sociais da Secretaria de Trabalho a iniciativa tem como objetivo promover a cidadania e educação por meio da capacitação profissional da população economicamente vulnerável do Distrito Federal, visando à criação de oportunidades concretas de inserção no mercado de trabalho e autonomia socioeconômica.

A visita contribuirá para a implantação do Pacto Nacional Prevenção e Combate à Violência Contra as Mulheres que será assinado na próxima semana. A iniciativa pretende aumentar a eficiência de políticas direcionadas à proteção da mulher em situação de vulnerabilidade, no atendimento a vítimas de violência, geração de oportunidades de trabalho para mulheres, fomentando o empreendedorismo feminino, combatendo o tráfico de mulheres e estruturando o sistema de apoio às mulheres vítimas de violência no exterior. O Pacto contará com a participação de diversos atores governamentais, como o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Ministério da Cidadania, Conselho Nacional de Justiça, Defensoria Pública da União, Conselho Nacional do Ministério Público, a Câmara dos Deputados (Secretaria da Mulher) e o Senado Federal (Procuradoria da Mulher).


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Acompanhada da diretora do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça, Annalina Cavicchiolo Trigo, a secretária Maria Hilda conheceu as duas unidades de fábrica, conversou com os alunos e viu de perto como funciona o processo de produção de todos os produtos feitos ali. Para a secretária, “o trabalho empodera e capacita mulheres e jovens em situação de violência doméstica e vulnerabilidade social, fazendo com que possam sair do processo de dependência financeira, promovendo auto estima e igualdade de direitos”.

O subsecretário de Integração de Ações Sociais da Secretaria de Trabalho, Gerson Vicente de Paula Júnior, pontuou que as ações realizadas na Fábrica atuam de maneira inclusiva, capacitando, qualificando e inserindo essa população no mercado de trabalho, além de possibilitar que essas pessoas se tornem empreendedoras.

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Hoje, 800 alunos estão divididos em dois turnos nos cursos da Fábrica. Cada turma de 40 alunos conta com 12 instrutores. Segundo Gerson, "os melhores alunos do mês são alçados a monitores no mês seguinte, como forma de estímulo. ” Os estudantes recebem auxílios por aproveitamento individual e adicional de incentivo por assiduidade, além dos auxílios alimentação e transporte.

O Programa Fábrica Social oferece as mais variadas opções de cursos, como bordado, serigrafia, construção civil, marcenaria criativa, corte e costura de laminados, confecção de bolas e redes esportivas, corte, costura e confecção de uniformes, hortas urbanas e instalação de placas fotovoltaicas. Cerca de 80% dos alunos são mulheres chefes de família. Idosos, deficientes e jovens em conflito com a lei - que já cumpriram medida socioeducativa ou que a estejam cumprindo, em regime semiaberto ou aberto - também fazem parte do grupo.

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Os interessados em participar do Programa Fábrica Social precisam estar inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal e residir no DF. Devem ter renda per capita de até 170 reais, idade mínima de 16 anos e não ter participado de processo de capacitação e qualificação do programa Fábrica Social.