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Em Quito, Moro propõe fortalecimento da cooperação internacional em investigações policiais

publicado: 31/10/2019 18h19, última modificação: 31/10/2019 18h21
Como exemplo da importância da cooperação internacional, Ministro relatou a última operação da Polícia Federal, realizada hoje, contra a lavagem de dinheiro e o tráfico de pessoas
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Quito 31/10/2019 - O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, assinou, nesta quinta-feira, acordo de cooperação policial com a República do Equador e defendeu a criação de mecanismos concretos para aprofundar a cooperação internacional e a troca de informações entre os países. Nos últimos dois dias, Sergio Moro participou em Quito, no Equador, da Sétima Reunião de Ministros em Matéria de Segurança Pública das Américas (MISPA VII), organizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA). “Combater a impunidade é essencial para a redução da criminalidade. O Brasil tem acordos de cooperação com vários países, e isso é fundamental para as investigações policiais e a devolução do dinheiro desviado pela corrupção”, disse o ministro, em discurso no evento.

Como exemplo da importância da cooperação internacional, Moro relatou aos demais ministros a última operação da Polícia Federal, realizada hoje, contra a lavagem de dinheiro e o tráfico de pessoas: “O dinheiro passava por vários países, inclusive o Equador, e o sucesso da operação só foi possível graças à troca de informações”, destacou.

Ao falar sobre o esforço brasileiro no combate ao crime e à corrupção, o Ministro Sergio Moro também destacou os acordos de cooperação como essenciais para o sucesso das investigações da Operação Lava Jato: “Com uma cooperação jurídica internacional intensa com países como a Suíça e os Estados Unidos, conseguimos identificar onde estavam os valores de suborno pagos no gigantesco esquema de corrupção sistêmica que envolvia a Petrobras, partidos políticos e empresas, como o Odebrecht”.
Segundo a OEA, a MISPA é o fórum político hemisférico de mais alto nível para tratar de questões de segurança pública, realizado a cada dois anos, em que os ministros do hemisfério abordam os principais desafios e avanços nas Américas em questões de segurança, identificam ameaças emergentes, fortalecem a cooperação bilateral e regional e facilitam a transferência de conhecimentos e experiências.