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Depen incentiva produção de máscaras e jalecos no sistema penitenciário

publicado: 27/03/2020 16h24, última modificação: 27/03/2020 16h27
Equipamentos serão usados pelos servidores do sistema prisional e doados a hospitais
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Brasília, 27/03/2020 - O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, está incentivando os detentos do sistema prisional do país a produzirem máscaras, jalecos e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que podem ser úteis durante a campanha de prevenção ao coronavírus.

Presídios de São Paulo, Tocantins, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina já mobilizaram grupos para a produção do material. “As detentas da Penitenciária Feminina de Teresina, onde possuímos a estrutura com máquinas de costura industrial, iniciaram a produção de máscaras que servirão, no primeiro momento, aos nossos policiais penais e servidores do sistema prisional, e depois ao público externo. Não mediremos esforços para continuarmos mantendo a segurança, a disciplina e a paz no nosso sistema prisional diante da epidemia do coronavírus”, disse um dos coordenadores do sistema prisional do Piauí, em mensagem enviada ao Depen.

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul também disponibilizou mão de obra prisional e instalações de presídios para a confecção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e materiais de higiene. Álcool 70º, máscaras, capotes e gorros estão sendo produzidos por detentos de várias partes de Mato Grosso do Sul e irão atender demandas de hospitais da capital e interior do estado no combate à disseminação da pandemia, além de reforçar os cuidados sanitários nas unidades prisionais.

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O Complexo Penitenciário de Chapecó (SC), presídio modelo, fechou convênio com empresas privadas para produção de jalecos, luvas e máscaras. Segundo o gerente regional do presídio, Alecssandro Zani, 120 mil máscaras devem ser produzidas por dia pelos detentos, que vão receber salário pelo trabalho.

Atualmente, 143.561, ou seja, 19% dos presos do sistema penitenciário trabalham e produzem material que é comercializado. O Depen tem incentivado, cada vez mais, as oficinas laborais como forma de ocupação e reintrodução no mercado de trabalho.

Além do incentivo a produções que colaborem com o combate ao coronavírus, o Depen tomou uma série de medidas para evitar casos do novo vírus nos presídios federais, como a suspensão de visitas e a compra de material de proteção a detentos e funcionários do sistema prisional.