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Investigação criminal com base em banco de DNA fica em primeiro lugar em prêmio internacional

publicado: 24/06/2020 14h56, última modificação: 24/06/2020 16h07
Crime elucidado pela perícia federal do Brasil é reconhecido como uma das investigações mais importantes do mundo
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Brasília, 24/06/2020 – Uma investigação brasileira, que elucidou o assalto à sede da transportadora de valores Prosegur, realizada pelo Setor de Perícias em Genética Forense (SEPGEF) da Polícia Federal, figurou em primeiro lugar como o caso mais emblemático do mundo. O prêmio internacional reconheceu o valor da tecnologia dos bancos de dados de DNA na resolução e na prevenção do crime. O resultado saiu hoje (24), durante a realização da Human Identification Solutions (HIDS), 2020. Este ano, o congresso foi online.

O Brasil se classificou entre as 17 investigações criminais mais importantes do mundo. A atuação de dois laboratórios brasileiros, que solucionaram casos de estupros em série em São Paulo e em Goiás, ambos integrantes da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também se destacaram na primeira etapa da premiação.

Além da premiação, os casos dos estados de São Paulo e Goiás também receberam menção honrosa durante o anúncio da premiação. O primeiro apontou o verdadeiro autor de estupros ocorridos em São Paulo, inocentando um indivíduo injustamente acusado. Já o segundo descobriu a identidade de um estuprador em série que fez dezenas de vítimas no estado de Goiás.

“A rede foi criada com o objetivo de manter, compartilhar e comparar perfis genéticos para ajudar na apuração criminal e no processo de investigação. Ela também visa dar celeridade na resolução de processos, busca evitar novos delitos, bem como proteger inocentes injustamente acusados. O trabalho, que foi avaliado por renomados especialistas internacionais, coloca o Brasil em lugar de destaque no cenário mundial de qualidade técnico-científica e reconhece a seriedade da perícia criminal brasileira”, afirmou o perito federal Ronaldo Junior, administrador do Banco Nacional de Perfis Genéticos e coordenador do Comitê Gestor da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos (RIBPG).

*Indicação do Brasil -* Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil ficou entre os finalistas do programa internacional que reconhece o valor da tecnologia dos bancos de dados de DNA na resolução e prevenção de crimes. Em 2019, o país ficou em 3º lugar no ranking com o 1º caso no Brasil em que o exame de DNA permitiu encontrar o responsável por crimes sexuais em série, cometidos em diversas cidades brasileiras.