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Ministro da Justiça e Segurança Pública defende prisão após condenação em segunda instância

publicado: 12/02/2020 12h01, última modificação: 12/02/2020 12h03
Em audiência na Câmara dos Deputados, Moro afirmou que a “impunidade é estímulo à criminalidade”
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Brasília, 12/02/2020 – Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu, nesta quarta-feira (12), a prisão em segunda instância. Segundo ele, a medida reduz a impunidade e desigualdade na aplicação da lei.

Dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentados pelo ministro aos deputados, mostram que, entre 2014 e 2019, os principais assuntos em processos diziam respeito a recursos criminais de tráfico de drogas, roubo e homicídio qualificado.

“Esses são os casos cuja execução em segunda instância está sendo emperrada pela exigência de um trânsito em julgado que leva décadas, seja no Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Segundo o ministro, a questão é muito mais profunda do que apenas a impunidade no combate à corrupção, que também considerou um problema.

“Mas é um problema muito mais sério, estamos falando em geral de crimes de tráfico, crimes de sangue, crimes de roubo, que são esses crimes que atormentam a segurança e a vida de todo brasileiro”, afirmou Moro.

O ministro também comentou a queda nos indicadores de criminalidade nos últimos anos. Defendeu para o combate ao crime, além de investimentos na polícia, em tecnologia, educação e urbanismo, a punição aos criminosos.

“É inegável que a impunidade é um fator de estímulo à criminalidade”, afirmou.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 199) que permite a prisão após condenação em segunda instância.