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Reestruturação das polícias é ponto chave da intervenção no Rio de Janeiro

publicado: 04/05/2018 15h03, última modificação: 28/08/2019 09h31
Ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, falou para jornalistas e empresários durante evento realizado pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

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Ministro Jungmann entre os colunistas Ancelmo Gois e Merval Pereira (d), do jornal O Globo. Foto: Sinval Neto

Rio de Janeiro, 3/4/18 – “A reestruturação das polícias estaduais é, sem dúvida, um dos principais objetivos da intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Se analisarmos sob esse ponto de vista, nós estamos vencendo a batalha contra o crime organizado”. A afirmação feita pelo ministro Raul Jungmann para jornalistas, empresários e especialistas foi a tônica do seminário “E agora, Brasil”, promovido pelo jornal O Globo nesta terça-feira (3), no Consulado da França, Rio de Janeiro. 

Além do ministro, participou do debate o cientista social e diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima. A conversa foi mediada pelos colunistas Merval Pereira e Ancelmo Gois. 

Ambos os convidados concordaram que a estratégias para resgatar as polícias e combater a corrupção dentro das corporações são o caminho para se obter resultados positivos a médio e curto prazo. Jungmann disse que a intervenção deu um primeiro passo nessa direção trocando toda a cúpula da Polícia Militar e da Polícia Civil, no mês passado. 

Jungmann classificou como de extrema importância o papel republicano do interventor, general Braga Neto, na reestruturação de todo o sistema de segurança. Ele diz que é preciso que os cargos sejam revestidos de pessoas honestas e que não haja mais interferência política. O ministro garantiu que os recursos liberados para ajuda ao estado preveem investimento em capacitação e qualificação permanente de servidores públicos como forma de fortalecer a instituição e os cargos, e não mais as pessoas. Ele usou como exemplo a Política Federal. 

O ministro destacou a importância do trabalho integrado desenvolvido por diversos órgãos no processo de inteligência das policiais. É por meio dele que estão se chegando ao comando do crime via rota do dinheiro sujo. “Esse processo mostra como estamos mobilizados. O Banco Central está participado disso, o Coaf e a Receita Federal. Não há na única instituição que não esteja participando desse esforço aqui no Rio de Janeiro”, garantiu.  

Jungmann citou outras medidas que serão foco de alterações durante a intervenção. Segundo ele, as licenças médicas estão sob análise e também serão convocados de volta todos os 2,3 mil agentes cedidos a outros órgãos. “Estamos fazendo um recenseamento de pessoal, fazendo a revisão de todos aqueles que, por motivos de saúde, alguns por motivos reais e outros não tão reais, estão afastados”, detalhou. 

Ainda sobre a intervenção, o ministro anunciou que haverá mudanças na distribuição dos efetivos de PMs de acordo os locais mais estratégicos, como o que está sendo feito em São Paulo com a ajuda de um sistema computadorizado para traçar pontos críticos. A contratação de policiais militares temporários não é descartada pelo chefe da pasta.


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