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Suíço é extraditado da Tailândia para o Brasil para responder a processo por tentativa de feminicídio

publicado: 16/12/2019 12h03, última modificação: 16/12/2019 12h23
Os procedimentos para a efetivação da medida foram realizados pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, com a colaboração da Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores
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Brasília,16/12/2019- A Tailândia extraditou para o Brasil, nesse sábado (14), o suíço Roger Ulrich, atendendo pedido do Juíz da 1ª Vara da Comarca de Aracati/CE. Ele responde a processo no Brasil pelo suposto cometimento do crime de tentativa de feminicídio contra sua então companheira.

O estrangeiro, após uma briga com sua companheira, tentou manter relações sexuais com ela. Como a vítima se recusou, foi agredida com um banco de madeira na cabeça. Ulrich ainda a jogou de uma altura aproximada de 3 metros de altura, deixando-a paraplégica.

A extradição foi realizada com fundamento na promessa de reciprocidade para casos análogos, uma vez que o Brasil não possui, até o momento, Tratado de Extradição firmado com a Tailândia. Os procedimentos para a efetivação da medida foram realizados pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI/MJSP), com a colaboração da Polícia Federal (PF) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O DRCI, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, exerce a função de autoridade central na matéria extradição no Brasil, promovendo a articulação entre os órgãos parceiros nos casos de cooperação jurídica internacional.

Após o DRCI ter confirmado o recebimento, junto ao Ministério das Relações Exteriores, da decisão judicial tailandesa que autorizou a extradição de Ulrich, a Polícia Federal adotou as providências operacionais e logísticas voltadas à entrega do extraditando, sempre prezando pela segurança, simplicidade e agilidade das operações.

Cabe à Polícia Federal, órgão que representa a Interpol no Brasil, manter a comunicação com autoridades policiais estrangeiras; viabilizar a obtenção de documento válido para saída do país; realizar as escoltas necessárias; e coordenar-se com autoridades aeroportuárias, de maneira a viabilizar a entrega regular do extraditando.

O caso reveste-se de grande importância pela gravidade do crime cometido, pelo fato de Ulrich ter figurado dentre os principais procurados pela Interpol do Brasil; e pelas peculiaridades da escolta internacional realizada, extensa em duração e complexa por envolver voos internacionais com diversas conexões, inclusive em território de terceiro país.