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VIGIA amplia sua atuação nos onze estados de fronteira até o fim de 2020

publicado: 17/04/2020 09h18, última modificação: 17/04/2020 09h18
O programa vai expandir o número de capacitações e construir novas parcerias com instituições e forças policiais
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Brasília, 17/04/2020 - Expansão para obter os melhores resultados. Em abril do ano passado, o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA) chegava à cidade de Guaíra (PR), com a Operação Hórus. Em pouco menos de um ano, ampliou sua capilaridade para sete, dos onze estados brasileiros de fronteira – Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Roraima – e para as divisas dos Estados de Goiás e de Tocantins. 

Para 2020, a meta é desafiadora. Dar continuidade à eficiência do VIGIA ampliando sua abrangência aos estados do Amapá, Pará, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

 “Vamos cumprir o objetivo inicial do programa e unir esforços para impedir a entrada de armas, drogas, cigarros e produtos contrabandeados nos 16 mil quilômetros de fronteira do Brasil”, afirma o coordenador-geral de Fronteiras da Secretaria de Operações Integradas (Seopi/MJSP), Eduardo Bettini.

Além disso, o VIGIA deverá atuar também em novos territórios de divisas brasileiras, passando de dois, para cinco estados. “Ainda é prematuro falar em quais dessas regiões estaremos presentes, mas o fato é que, com esse alargamento, a repressão aos crimes fronteiriços aumenta de forma exponencial", explica.

Para uma atuação mais assertiva, um dos pilares do programa - que é a capacitação e investimento em qualificação profissional – terá um aumento de 500% neste ano, passando de 350, em 2019, para 2.100 agentes capacitados pelo VIGIA. Serão mais de 50 cursos, entre eles Atendimento Pré-Hospitalar Tático e Curso de Unidades Especializadas de Fronteiras. Ano passado, no primeiro ano do programa, foram realizados 13 cursos.

As capacitações são realizadas em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Embaixada dos EUA.

As aquisições também serão expandidas. A previsão é investir R$ 22 milhões em sistemas de comunicação nas fronteiras, R$ 1,7 milhões em viaturas,  R$ 1,5 milhões em óculos de visão noturna e R$ 300 mil em kits de atendimento pré-hospitalar tático.

Ainda segundo Bettini, os ajustes realizados no VIGIA são constantes e buscam uma característica típica de quem atua nas fronteiras, a adaptabilidade. “Vamos expandir, capacitar, fazer novas aquisições de equipamentos e melhorar a malha dos locais que atuamos. Ampliar o programa é essencial para fortalecer o combate ao crime organizado e a repressão contra os crimes transfronteiriços, como contrabando, tráfico de drogas, armas e munições.

Integração crescente

Outra característica essencial do VIGIA é a atuação integrada entre instituições e agentes de segurança. Atualmente, o programa  conta com o apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), Receita Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil.

Neste mês em que completa um ano, a integração se amplia e terá o apoio da Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira (FAB). “Unimos as principais instituições de segurança do País. Assim como o contrabando - que tem por hábito se reinventar - o VIGIA também cumpre este papel para enfraquecer e desmembrar as organizações criminosas”, finaliza Bettini.